Intocáveis

Falei a professores sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA.

Enquanto falava, confirmava minha impressão de que estamos vivendo tempos difíceis em todos os segmentos da vida nacional.

Ao abordar a questão da revista de mochilas, gavetas, armários, passando por celulares e computadores de alunos, tomei conhecimento de fatos que estarrecem.

Meninos que ainda não chegaram aos 15 anos trazem para a escola bebida alcoólica, canivetes, bombas de S. João (mas que causam estragos se detonadas no meio da gurizada).

Se a criança for revistada, será bullying e constrangimento ilegal. Ok. Mas se na mochila um desmiolado trouxer uma automática e matar dois, três, um professor ou, como é costume, se matar em plena classe, vão dizer que a escola foi descuidada.

Gangs e grupos de pequenos Rambos vêm para a classe dispostos a fazer baderna. Agridem colegas e professores e os pais, já se sabe, nada podem fazer a não ser… mandá-los para a escola para ver se “tomam jeito”.

Como disse uma das mães: “Se a escola não aguenta, imagine o que passo em casa com ele”. “Ele” era seu filho, de apenas onze anos.

São verdadeiros intocáveis.

Vivi, há algum tempo, uma experiência complicada. Um professor descobriu que alguns alunos estavam no banheiro na companhia de uma garrafa de cachaça. Em pouco tempo, a algazarra denunciou a festa. Quando o professor apreendeu a garrafa, pais enfurecidos foram para a escola tirar satisfações. Bullying!!! Invasão de privacidade! Escândalo!

Quando compareci à entrevista com os  irados pais, coloquei a garrafa apreendida no centro da mesa e mandei entrar um por um dos alunos, a quem perguntei: sabe de quem é essa garrafa?

Eram cinco meninos. Nenhum deles assumiu a propriedade da caninha. Na verdade, eu tinha uma garrafa abandonada, quatro pais (dois meninos eram irmãos) e cinco pequenos heróis ultrajados.

Diante da decidida negativa dos alunos – nenhum deles vira aquela garrafa em toda a sua vida – eu encerrei a confusão dizendo que o professor encontrara aquela garrafa no banheiro, onde os meninos, “por acaso” estavam. Para evitar que a garrafa encontrasse alguém propenso ao alcoolismo, o professor tomou a decisão de levá-la à diretoria, livrando os meninos do incômodo encontro com aquele terrível vício…

A decisão de encerrar a entrevista foi oportuna, pois eu ainda acabaria com o professor sendo acusado de tentar viciar os meninos.

A verdade é que não se pode mexer no celular ou no tablet do aluno, por ser invasão de privacidade. Mas qualquer pai ficaria surpreso (tenho até minhas dúvidas sobre isso) se visse o que está armazenado nos iPhones e aparelhinhos dos pimpolhos.

Há meninos que matam e morrem para ter uma foto no Instagram ou um vídeo no Youtube com milhões de acessos.  Para conseguirem isso, vale tudo com suas câmeras, com seus aparatos tecnológicos, não importando a reputação de um colega ou de um professor.

O conselho, infelizmente, é que diante da suspeita de um arquivo de pedofilia ou pornografia circulando pela escola, uma arma de grande calibre na mochila, uma garrafa de tequila ou um pacotinho de crack no bolso o professor deve chamar a polícia (já que o Conselho Tutelar nada tutela, na verdade) e transformar o que deveria ser uma atitude pedagógica num boletim de ocorrência.

A televisão ensina, mas a pós-graduação dos moleques é no meio dos colegas de classe, vale dizer, na escola, que tem deixado de ensinar para se desviar de balas, canivetes e golpes de lutas marciais.

Enquanto a Coréia do Sul e Cingapura ganham prêmios de matemática e ciências, nossos meninos praticam o que a Globo ensina no BBB.

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ENEM na Coréia do Sul

A mesma ansiedade, a mesma correria de estudantes pela cidade.

Trata-se de um exame semelhante ao ENEM brasileiro.

Por ele, os alunos são avaliados para ingresso nas diferentes carreiras.

Não há reprovação. Os mais fracos serão reforçados para fazer novo exame e assim segue a rotina.

A semelhança com o ENEM para aí.

Nas escolas, alguns estudantes estão na calçada, aguardando os novatos e calouros. São os veteranos.

Não, não. Não é trote. Ninguém vai raspar a cabeça do calouro.

Os veteranos aguardam os novatos com um kit onde há comida coreana e uma garrafa de água mineral.

Um abraço, passa-se o lanche e a água e o calouro sente-se em casa, bem acolhido.

Ao lado de uma van, veteranos têm material escolar (caneta, papel, lápis) para os que esqueceram de trazer.

Nas ruas, policiais se espalham em motos, para dar carona aos alunos que por alguma razão estejam atrasados.

Como se não bastasse, o comércio, nesses dias de prova, abre mais tarde, para não ocorrer congestionamento.

Quando a Coréia do Sul terminou sua prolongada guerra contra o Japão, houve uma preocupação mundial pelo seu futuro. Sobretudo, se o país montaria o seu exército, prevendo novas guerras.

Os governantes sul-coreanos decidiram que ao invés de um exército de guerreiros, teriam um exército de engenheiros.

De lá para cá, a Coréia do Sul saltou de penúltimo país em desenvolvimento para uma das maiores potências do mundo.

Merecidamente.

Em 2006, visitei Seul. Três experiências inesquecíveis ficaram em minha retina.

A primeira foi a visita à escola Little Angels, onde se ensinam artes e se formam artistas para teatros do mundo inteiro. Inclusive bailarinos para o Bolshoi e pianistas para a Juliard, de N. York.

No primeiro dia de aulas, as crianças ficam em um imenso ginásio, em forma de “aquário”, onde, sozinhas, portando números nas camisetas, se misturam e manipulam centenas de coisas diferentes, instrumentos musicais, relógios, celulares, computadores, bolas, pincéis e o que mais não sei.
Do lado de fora, os professores examinam o movimento das crianças e fazem anotações. “Aquele menino pegou um pincel atômico e riscou a parede”? O outro foi direto ao piano? Aquele outro está desmontando (ou destruindo) o celular? O outro quer correr apenas? Tudo isso é material para alocar cada um dos alunos no seu verdadeiro caminho. Acertam quase sempre.

A outra experiência foi ver 4000 pessoas em um ginásio aplaudirem de pé, por longos minutos, um ancião que foi descoberto na platéia e conduzido à mesa de honra, andando com dificuldade, por duas sorridentes senhoritas.

Um cientista? Seria um político famoso? Um juiz da Suprema Corte? Não. Ele era um professor primário, que se aposentou após formar milhares de alunos que, certamente, ali estavam e que o reconheceram.

Na Coréia do Sul, como, aliás, eu já vira na Alemanha, um professor é mais valorizado do que um general ou um advogado.

No restaurante da Universidade Sun Moon, onde professores almoçam com os alunos, quando um deles entrava, alunos lhe faziam referência.

Para me fazer cair o queixo, caminhei por aquele ginásio que se esvaziava ao fim da cerimônia. Minha emoção era imensa por ver que no chão podiam-se contar alguns pedaços de papel. O lixo saía com o público, em pequenos saquinhos ecológicos, depositados em grandes conteiners na saída.

Igualzinho ao Brasil, pensei. E, ao ver a matéria sobre o ENEM sul-coreano, lembrei-me de que lá, estudar (e sua contrapartida ensinar) é a atividade de todas a mais nobre. Igualzinho ao Brasil.

Carreira maldita

Há na “Veja” de 10 de fevereiro matéria sobre Educação, enfocando a carreira de professor. Triste Brasil.

Dá conta de que os melhores alunos que terminam o ensino fundamental não pretendem seguir a carreira de professor. Mais: alguns pais chegam a proibir que se fale nisso em casa, como se essa fosse uma profissão maldita.

A conclusão mais grave é que os piores alunos optam pelo magistério, ou seja, o que já é ruim, fica pior.  Como alunos de mau desempenho não conseguem galgar outras profissões, não fazem pontos para Medicina, Engenharia, etc., ficam no magistério.

Maus professores, ou, em outras palavras, professores por falta ou incapacidade de melhor opção formarão os alunos de amanhã. Alunos precários, sofríveis, que ficarão sempre na rebarba da sociedade, nos empregos periféricos, braçais, na atividade marginal. E o ciclo se repete.

Esse é o quadro apresentado por Veja. Retornei ao assunto porque a revista faz referência à Coréia do Sul e à Finlândia como exemplos de excelência no ensino, onde, decididamente, ser professor é um status extraordinário, alçado só pelos melhores.

Já contei alguns episódios sobre a Coréia do Sul. A Finlândia não conheço ainda. Vale a pena repeti-los.

Fevereiro de 2006, éramos 4.500 pessoas em um ginásio de Seul, aguardando pela presença do Reverendo Moon. A mesa estava formada, só faltando mesmo o esperado casal, quando cessou toda conversa, o burburinho foi diminuindo até se poder ouvir uma pena cair ao chão.

Procurei a razão daquela mudança e, lá do fundo, vinha caminhando com dificuldade um ancião, cabeça totalmente branca, muletas, auxiliado por vários assistentes do evento. Em princípio pensei que seria Moon, que também já está em idade avançada. Mas, não. Aquele novo personagem era magrinho, digno, espigado, sem sinais da curvatura comum nessa idade.

Foi conduzido à mesa e, ao sentar-se, o ginásio inteiro curvou-se, fazendo reverência e depois o público irrompeu em demoradas palmas.  Quem seria aquele personagem tão admirado? Um governante? Um ministro? Um cientista? Um prócer religioso?

Não. Era apenas um professor primário, com milhares de ex-alunos espalhados pela Coréia do Sul. “Apenas” isso? Sim. Na verdade, onde pensei “apenas” era “tudo”. O professor na Coréia do Sul, especialmente, o que ensina crianças na primeira idade, é considerado herói, pois o País saiu da miséria em que estava após a guerra com o Japão investindo em educação.

Nessa “guerra” santa, quando, após a guerra, a Coréia optou por ter um Exército de Engenheiros e não uma brigada de tanques ou armamentos sofisticados, o Professor foi decisivo!

Quis saber mais e informaram-me que em qualquer solenidade em que se localize um professor no plenário, ele é conduzido à frente e reverenciado. Advogados, médicos, engenheiros são importantes na Coréia do Sul, mas não têm o mesmo privilégio.

No dia seguinte, pude constatar na Universidade Sun Moon que essa prática é nacional e não localizada. Embora fosse período de férias escolares, restaurante, laboratórios, bibliotecas da Universidade estavam lotadas de alunos estrangeiros. Quando os coreanos entram em férias, abrem as universidades para milhares de estudantes do mundo todo interessados em conhecer o sistema sul-coreano de ensino.

Diga-se de passagem, também no restaurante, quando entra um Mestre, todos se levantam e fazem uma reverência. Fiquei abismado com esse costume.

Nas férias, a universidade não para, pois espaço universitário vazio é custo impensável para aquele país. E, diga-se de passagem, muito bem aproveitado, pois nessas visitas, os estudantes de outros países são também “estudados”, filmados, entrevistados e acabam transferindo suas próprias experiências aos sul-coreanos.

Essas universidades estrangeiras são consideradas “universidades irmãs” da Sun Moon e esse status lhes garante um saudável intercâmbio cultural e científico que, bem utilizado, introduz qualquer país de terceiro mundo no concerto das nações desenvolvidas.

Entre elas, num grande painel eletrônico, descobri a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Orgulhoso, apertei o botão correspondente à UFMS e descobri que era a única Universidade que nunca mandara nenhum aluno ou professor à Coréia do Sul!

Talvez sejamos melhores do que a Rússia, o País de Gales, Inglaterra ou até mesmo África do Sul, que, anualmente, manda de 60 a 100 alunos para absorver conhecimentos dos sul-coreanos. Não pude evitar o pensamento de que ou somos muito auto-suficientes ou muito obtusos.

CONCLUSÃO

Lendo a matéria de “Veja”, verdadeira e preocupante, retorno à minha antiga sugestão, nunca observada por nenhum governante ou secretário de Educação que conheço: a carreira de professor deve ser estimulada não-só com salários melhores, mas com a possibilidade de progressão, vertical e horizontal, com benefícios indiretos (casa, transporte, reciclagem cultural e científica, bolsas de estudo para os filhos).

As universidades devem prover laboratórios, oficinas completas e possibilidade de intercâmbio para alunos e para professores, todos os anos, senão todo semestre!

Sobretudo, é preciso ver o professor como um herói, um formador de novos cidadãos e não um simples vomitador de fórmulas prontas, vendendo o almoço para comprar a janta, maltrapilho, sem futuro próximo ou remoto.

É bem verdade que os professores só reivindicam salários nominais. Suas greves são por migalhas. Só pensam no bolso, uma miopia dos partidos de esquerda, que só conseguem ver o Brasil em preto e branco, uma multidão de pobres-diabos pendurados no bolsa-família, na cesta-básica, no ticket-refeição.

O dia quem que pedirem para ir à Universidade Sun Moon, utilizando o status de Universidade-Irmã da Coréia do Sul, começarão a trilhar um novo caminho e terão, certamente, maior status entre nós.

Afinal, todos somos o que somos porque um dia tivemos um professor.

Carreira maldita

Há na “Veja” de 10 de fevereiro matéria sobre Educação, enfocando a carreira de professor. Triste Brasil.

Dá conta de que os melhores alunos que terminam o ensino fundamental não pretendem seguir a carreira de professor. Mais: alguns pais chegam a proibir que se fale nisso em casa, como se essa fosse uma profissão maldita.

A conclusão mais grave é que os piores alunos optam pelo magistério, ou seja, o que já é ruim, fica pior.  Como alunos de mau desempenho não conseguem galgar outras profissões, não fazem pontos para Medicina, Engenharia, etc., ficam no magistério.

Maus professores, ou, em outras palavras, professores por falta ou incapacidade de melhor opção formarão os alunos de amanhã. Alunos precários, sofríveis, que ficarão sempre na rebarba da sociedade, nos empregos periféricos, braçais, na atividade marginal. E o ciclo se repete.

Esse é o quadro apresentado por Veja. Retornei ao assunto porque a revista faz referência à Coréia do Sul e à Finlândia como exemplos de excelência no ensino, onde, decididamente, ser professor é um status extraordinário, alçado só pelos melhores.

Já contei alguns episódios sobre a Coréia do Sul. A Finlândia não conheço ainda. Vale a pena repeti-los.

Fevereiro de 2006, éramos 4.500 pessoas em um ginásio de Seul, aguardando pela presença do Reverendo Moon. A mesa estava formada, só faltando mesmo o esperado casal, quando cessou toda conversa, o burburinho foi diminuindo até se poder ouvir uma pena cair ao chão.

Procurei a razão daquela mudança e, lá do fundo, vinha caminhando com dificuldade um ancião, cabeça totalmente branca, muletas, auxiliado por vários assistentes do evento. Em princípio pensei que seria Moon, que também já está em idade avançada. Mas, não. Aquele novo personagem era magrinho, digno, espigado, sem sinais da curvatura comum nessa idade.

Foi conduzido à mesa e, ao sentar-se, o ginásio inteiro curvou-se, fazendo reverência e depois o público irrompeu em demoradas palmas.  Quem seria aquele personagem tão admirado? Um governante? Um ministro? Um cientista? Um prócer religioso?

Não. Era apenas um professor primário, com milhares de ex-alunos espalhados pela Coréia do Sul. “Apenas” isso? Sim. Na verdade, onde pensei “apenas” era “tudo”. O professor na Coréia do Sul, especialmente, o que ensina crianças na primeira idade, é considerado herói, pois o País saiu da miséria em que estava após a guerra com o Japão investindo em educação.

Nessa “guerra” santa, quando, após a guerra, a Coréia optou por ter um Exército de Engenheiros e não uma brigada de tanques ou armamentos sofisticados, o Professor foi decisivo!

Quis saber mais e informaram-me que em qualquer solenidade em que se localize um professor no plenário, ele é conduzido à frente e reverenciado. Advogados, médicos, engenheiros são importantes na Coréia do Sul, mas não têm o mesmo privilégio.

No dia seguinte, pude constatar na Universidade Sun Moon que essa prática é nacional e não localizada. Embora fosse período de férias escolares, restaurante, laboratórios, bibliotecas da Universidade estavam lotadas de alunos estrangeiros. Quando os coreanos entram em férias, abrem as universidades para milhares de estudantes do mundo todo interessados em conhecer o sistema sul-coreano de ensino.

Diga-se de passagem, também no restaurante, quando entra um Mestre, todos se levantam e fazem uma reverência. Fiquei abismado com esse costume.

Nas férias, a universidade não para, pois espaço universitário vazio é custo impensável para aquele país. E, diga-se de passagem, muito bem aproveitado, pois nessas visitas, os estudantes de outros países são também “estudados”, filmados, entrevistados e acabam transferindo suas próprias experiências aos sul-coreanos.

Essas universidades estrangeiras são consideradas “universidades irmãs” da Sun Moon e esse status lhes garante um saudável intercâmbio cultural e científico que, bem utilizado, introduz qualquer país de terceiro mundo no concerto das nações desenvolvidas.

Entre elas, num grande painel eletrônico, descobri a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Orgulhoso, apertei o botão correspondente à UFMS e descobri que era a única Universidade que nunca mandara nenhum aluno ou professor à Coréia do Sul!

Talvez sejamos melhores do que a Rússia, o País de Gales, Inglaterra ou até mesmo África do Sul, que, anualmente, manda de 60 a 100 alunos para absorver conhecimentos dos sul-coreanos. Não pude evitar o pensamento de que ou somos muito auto-suficientes ou muito obtusos.

CONCLUSÃO

Lendo a matéria de “Veja”, verdadeira e preocupante, retorno à minha antiga sugestão, nunca observada por nenhum governante ou secretário de Educação que conheço: a carreira de professor deve ser estimulada não-só com salários melhores, mas com a possibilidade de progressão, vertical e horizontal, com benefícios indiretos (casa, transporte, reciclagem cultural e científica, bolsas de estudo para os filhos).

As universidades devem prover laboratórios, oficinas completas e possibilidade de intercâmbio para alunos e para professores, todos os anos, senão todo semestre!

Sobretudo, é preciso ver o professor como um herói, um formador de novos cidadãos e não um simples vomitador de fórmulas prontas, vendendo o almoço para comprar a janta, maltrapilho, sem futuro próximo ou remoto.

É bem verdade que os professores só reivindicam salários nominais. Suas greves são por migalhas. Só pensam no bolso, uma miopia dos partidos de esquerda, que só conseguem ver o Brasil em preto e branco, uma multidão de pobres-diabos pendurados no bolsa-família, na cesta-básica, no ticket-refeição.

O dia quem que pedirem para ir à Universidade Sun Moon, utilizando o status de Universidade-Irmã da Coréia do Sul, começarão a trilhar um novo caminho e terão, certamente, maior status entre nós.

Afinal, todos somos o que somos porque um dia tivemos um professor.