Test drive

Elaborei um conjunto de cinco perguntas que todo candidato a prefeito deveria responder ao eleitor, antes de invadir sua casa e pedir-lhe o voto.

É o meu test drive de candidato.

Experimente no próximo que o abordar.

O QUE O SENHOR FARÁ COM A COLETA DE LIXO QUE JÁ FOI CONCEDIDA POR 35 ANOS?

O QUE O SENHOR FARÁ COM A CONCESSÃO DE ÔNIBUS RENOVADA POR 30 ANOS?

ONDE O SENHOR ESTAVA E COMO SE MANIFESTOU QUANDO O PREFEITO ATUAL ENTREGOU AS CONCESSÕES DO LIXO E DOS ÔNIBUS?

COMO O SENHOR PRETENDE RECUPERAR O QUE VAI GASTAR COM A SUA CAMPANHA ELEITORAL?

O QUE O SENHOR PROMETEU AOS QUE ESTÃO BANCANDO A SUA CAMPANHA ELEITORAL?

Há variações, claro, conforme o tipo de candidato. Aos novos, marinheiros de primeira viagem, pode-se perguntar que tipo de experiência eles trazem para o mandato. Afinal, não é um lugar para experiências, mas para serviço sério de representação.

Não-raro, os candidatos não sabem o que é uma questão de ordem ou um pedido de vista.  Não sabem a diferença entre aparte e réplica.

Dirão que têm vontade de aprender e que a experiência virá com o exercício do mandato. Mas se pensarmos que ele estará ganhando vencimentos exorbitantes e mais verbas de gabinete e mordomias, por nossa conta, não vamos querer um aprendiz com esse custo.

Aos que tentam a reeleição é uma baba. Basta perguntarmos o que eles fizeram nos mandatos anteriores. Normalmente, é nada ou quase nada. Moções de pesar, solidariedade, homenagens e outras inutilidades. Salvo um projeto ou outro, os vereadores costumam salivar quando o prefeito manda.

Aqui é, pelo que eu saiba, o único país em que o Executivo tem um “líder” no Poder Legislativo, ou seja, que um representante do povo vira representante do Prefeito.

Deixei o mais saboroso para o final. Àqueles que, tendo exercido cargos de deputados, prefeitos e até governador, vêm à planície buscar um emprego de vereador, já gozando de suas respeitáveis aposentadorias, só gostaria de perguntar uma coisa:

O SENHOR JÁ TENTOU TRABALHAR PARA VIVER?

 

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Não servirás a dois senhores

Não desligue a TV no horário eleitoral. É uma verdadeira escola de cidadania.

Você que é dono do voto precisa analisar bem o que está acontecendo na telinha.

Procure separar o que é promessa do que é exemplo. Diante do candidato, examine o que ele fez quando esteve na Câmara, no Executivo ou na Câmara Federal. O passado diz muito sobre o seu caráter.

PChamou-me a atenção o fato de nenhum dos candidatos a vereador estar comprometido com o povo, infelizmente. Todos estão vinculados a um determinado candidato a prefeito.

En passant, veja como os olhos do candidato caminham para um lado e para outro. Está lendo um discurso, um texto, feito pela assessoria de imprensa ou pelo partido.

Voltando ao vínculo, a campanha é delineada pelo partido, que decide como será feita a mensagem.

Quando alguém diz “vote em Zé da Silva” e acrescenta “com Pedro Xis prefeito”, está dizendo que o povo que dará o voto, o bilhete de ingresso na Câmara Municipal, não será ouvido ou consultado.

Aquele vereador faz parte da “base parlamentar” do prefeito, ou seja, cantará, saltará e dançará a música do prefeito que estiver no comando.

Não digo que isso seja irregular, pois a legislação assim prevê.  Embora o governador apareça dizendo que o vereador representa você na Câmara, na verdade ele “representa o prefeito”, faz parte, repito, da chamada “base de sustentação” do Executivo.

Lamentavelmente, o Executivo tem “líder” no legislativo municipal, estadual e federal, ou seja, o que a Constituição prevê, independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário, não ocorre na prática, tal é o grau de dependência entre o vereador e o prefeito.

Vejam o que ocorreu com a licitação do lixo e do transporte coletivo urbano: o prefeito fez o que quis, entregou a concessão por 25, 35 anos e o que fizeram os vereadores? Nada. Ficaram em silêncio ou, quando se manifestaram, elogiaram o prefeito e sua ação nociva aos interesses da população.

Por que o vereador é dependente?

Porque o prefeito só “executa” obras na base do vereador se ele for “companheiro”, fizer o dever de casa, votar os assuntos de interesse do comandante.

Agora, ouça atentamente a propaganda eleitoral e veja se não tenho razão. Essa frase “com Girotto prefeito”, “com Reinaldo prefeito”, com fulano ou com cicrano, indica que o povo estará só.  Ou seja, servirá para votar e levar o vereador à Câmara, mas não terá garantia de fidelidade.

Finalmente, preste atenção: mais da metade dos candidatos não têm ideia do que é ser um vereador, são estreantes. Por isso, seus planos incluem promessas que não são realizáveis no Município.

Um terço, pelo menos, é de gente conhecida, que já esteve lá (Antônio Cruz, por exemplo, foi vereador, foi deputado federal; Zeca foi vereador, deputado estadual e governador; agora ambos voltam ao osso) ou que pleiteia a reeleição. Se olhar o que fizeram até agora, com o mandato recebido, você terá um deserto sem fim.

Na Constituição, o vereador deve fiscalizar e controlar os atos do prefeito, não “estar com ele”.  Não há como servir a dois senhores sem desagradar a um deles, já diz a Escritura Sagrada.

Quem se apresenta como vinculado a um determinado prefeito não servirá a você, que tem o voto e deveria ser o senhor do mandato.

Há exceções? É possível. Estamos procurando, precisamente, essa mosca branca.

Procure alguém que “esteja com você”.

Hora de aprender

Estamos em um período fértil de aprendizagem.
Nas telas de TV e nos comícios, políticos querendo administrar a cidade e oferecendo-se como alternativas ao atual governante, num desfile de autoproclamadas virtudes.
Ao mesmo tempo, o atual prefeito, no apagar a luzes de seu mandato, resolveu lotear a cidade, entregando seus tesouros a antigos companheiros e empresários dispostos a comprar, a bom preço, um lote da capital.
Na concessão do transporte coletivo urbano, o martelo será batido por bilhões, a um prazo de 30 anos; na do lixo, 35 anos de prazo e mais bilhões de perspectiva de lucros; na de água e saneamento, outro tanto, sendo certo que o prazo concedido será também escandaloso.

Já me perguntaram o que o administrador municipal e seus assessores ganham com esse festival de concessões? Não posso nem devo fazer acusações que demandam prova, mas posso indicar rumos para reflexão de meu leitor.
No caso do transporte coletivo, onde os concessionários atuais “abriram mão”, com estranha generosidade, de dois anos de concessão (tinham contrato até 2014), de um reajuste pelo qual se matava e morria há poucos anos, e certamente, de uma indenização pela ruptura antecipada de seu contrato, isso não é feito por amor à coisa pública.
Como se “perde” tanto sem uma garantia de que haverá uma vantagem qualquer na nova licitação marcada para agosto?

Pois bem, aí é que reside a virtude desse período eleitoral.  Todos os candidatos estão de certa forma comprometidos com esse festival de alienação do lixo, dos ônibus e da água. Uns foram deputados, outros vereadores (dos mais votados, diz a propaganda de um deles), outros, ainda, ligados a partidos vistosos e de antigo envolvimento com a Capital.

O que têm os candidatos a prefeito a dizer sobre as concessões em pauta? Afinal, ficará para eles o ônus de administrar essas concessões, ao menos pelos próximos oito anos. O eleitor deve ficar atento, pois muitos deles nada dirão, pensando, com isso, enganar o vulgo. Outros, por interesse eleitoreiro, abrirão a caixa de ferramentas contra os candidatos majoritários ou até mesmo contra o administrador do dia. Quase nenhum deles tem direito ao silêncio nessa questão, ou por terem participado das leis municipais que estruturaram o aborto licitatório, ou porque se omitiram quando deveriam falar aos gritos.

Registre-se, também, a opinião da arraia miúda, os candidatos a vereador, que, presume-se, farão nossas leis nos próximos anos e devem entender ao menos o básico sobre transporte, saúde, saneamento e meio ambiente.
Falando ou não, em silêncio ou aos brados, é hora de o eleitor aprender com o comportamento dos políticos candidatos e dos candidatos a políticos.

De minha parte, estou registrando cada palavra e cada pausa nessa campanha.

Oração ao Eleitor

Meu Santo Eleitor, eis meu pedido
Quero realizar meu grande sonho
Quero ser vereador
Salário de 23 mil depositado todo mês
Décimo-terceiro, recesso remunerado,
Gasolina, gabinete só pra mim
Nada mais de sufoco e privação
Meu Santo Eleitor, atenda a minha prece
Quero me “‘arrumá?’, entende?
E você, meu Santo, é minha única chance
Minha aposentadoria, minha tranquilidade
Com sua ajuda, quero ficar bem de vida
Também sou filho de Deus, né?
Você vai ver tanta gente pedindo seu voto
Mas, ou é gente conhecida, que já esteve lá
Ou desconhecidos como eu, com uma diferença
Sou honesto, falo a verdade nua e crua
Quero me dar bem.
Quero ser feliz…
Só você pode me ajudar, meu Santo Eleitor
Posso até trabalhar e fazer algo por você
Mas, por enquanto, só consigo pensar na mordomia
Quero mesmo é esfriar a minha cuca
Depois, bem, depois a gente vê
Pelo amor de Deus, Eleitor, ponha a mão na consciência
E vote em mim, um candidato transparente
Que avisa logo o que vai fazer depois: nada, nadinha
Vou continuar em meu escritório ou na clínica
Quero só tirar minha casquinha de Poder
Meu Santo Eleitor, se você me ajudar
E eu virar vereador, prometo, por essa luz
Sumir de sua vista até a outra eleição
Ó, meu Santo Eleitor, vê se me dá uma mão
(De um candidato que não passou na convenção)

Obs.: está tudo lá, no meu livro “Cidadão de Festim”, Edição Rede Pura, 2005, páginas 69/70.
Mas a “Veja” da última semana, página 66, diz que é uma ideia original do humorista Marcelo Adnet, na MTV.

 

Nem tudo está perdido

Seis da matina, chega Isabel, minha empregada.

Na mão, alguns santinhos de um candidato a vereador, vizinho nosso. O motorista do vereador, que também estava chegando naquele horário lhe deu os santinhos.

Isabel está indignada. Diz que estamos naquele imóvel há dez anos e, tantos natais, tantos carnavais depois, nunca foi contactada pelo vizinho, nunca foi lembrada.

Tento defender meu amigo vereador, digo que ele já veio uma ou duas vezes à nossa casa. Ela está irredutível. Nunca foi lembrada pelo vereador, nem pelo vizinho. Para ele, ela sempre foi apenas “a empregada do vizinho”.

Volto a defender o vizinho. Digo à furiosa Isabel que aquele santinho, dado nas primeiras horas do dia, significa que ela não é só uma vizinha ou uma pessoa qualquer, mas uma eleitora, uma cidadã, uma pessoa importante para o candidato!

Sou vencido pelo comentário final: não quero ser lembrada como eleitora, mas como cidadã. Tenho problemas durante o ano todo e nenhum vereador quer saber se existo. Nas eleições, sou lembrada como eleitora?

“Tô fora!”, diz ela, abandonando-me sem mais nem menos e atirando os santinhos para temperar minha meditação em pleno café da manhã.

Quase chamei o meu amigo para acalmar a Isabel em sua explosão de cidadania. Achei melhor aguardar uma outra oportunidade, pois o constrangimento poderia ser maior.

Lamentavelmente, constato logo depois, o candidato de Isabel chega pelo rádio, todos os dias, cheio de promessas e bem-aventuranças.

Ouvindo a lenga-lenga do deputado-radialista, que também nunca veio conhecer Isabel, mas ganhou sua simpatia pelos milagres impossíveis que promete todas as manhãs, sou obrigado a amenizar meu entusiasmo.

Irmão do prefeito, o deputado-radialista finge estar furioso com a administração municipal, fala gatos e lagartos, diz que vai fazer e acontecer. Isabel acredita. Sua expressão não deixa dúvidas: “E olha que ele é irmão do prefeito!”

A reação de Isabel pelos santinhos recebidos é justa. Isso me levou a pensar que nem tudo está perdido no Brasil. Mas continuo com um pé atrás ao ver que um sacripanta, simulando ser Deus, pelo rádio, conquista a alma e o voto de minha indignada cidadã.

Então, fico com o meio termo. Nem tudo está perdido mas ainda precisamos subir muitas colinas para chegar perto do ideal.

Prometi-me, este ano, que não serei mais omisso, já que as realidades descritas por Isabel estão diante de mim, diuturnamente, e eu nada faço para ao menos esclarecer as coisas.

Posso fazer a minha parte e farei.

Mas, que me perdoe o amigo e vizinho, mas que foi divertido, isso foi.

Lixo neles

Delete sem abrir os spams políticos, pois o risco de um vírus ou de um programa espião é muito grande. Tenho recebido uns spams mandado por uma tal de carismarketing cujo registro é no exterior, o que, por si só, já demonstra a intenção de não ser contactada.

Além de ser um incômodo, um prejuízo para o usuário de internet, é uma mensagem perigosa que pode trazer um dano irreparável ao seu micro. O candidato, por sua vez, usando esse expediente atrai a antipatia – e não a simpatia, como lhe prometem! – do eleitor internauta.

Essas empresas registradas nas Bahamas, em Curaçao, no Caribe, servem, não-raro, para mandar pornografia, sites eróticos e para abrigar pedófilos internacionais. Como naqueles paraísos da impunidade é liberado o envio desse material criminoso, as empresas “ponto com” deitam e rolam.

Nessa esteira de impunidade, os spammers (remetentes de mensagens indesejadas e não solicitadas) mandam mensagens proibidas e normais, vendendo seus serviços a anunciantes incautos que acabam gastando dinheiro e dando um tiro no próprio peito.

Onde está a má fé? Na mensagem de um candidato, por exemplo, há uma mensagem “caso você não deseje mais receber nenhum e-mail do candidato, clique aqui”.

Se você clicar, poderá deletar todos os seus arquivos ou instalar programas espiões em seu computador (coockies), que copiam seu cartão de crédito, seus dados econômicos, seus hábitos de navegação, idade, o que compram, endereço, número de telefone e por aí em diante.

Há também uma mensagem “este email está de acordo com o Código de Ética Antispam”, o que é rematada mentira. O tal código não existe e baseia-se em uma resolução do Congresso Americano que determina ao spammer colocar um programa que pode ser acionado pelo usuário, retirando seu nome de qualquer lista de emails.

Só valeu para os Estados Unidos e nada tem a ver com o Brasil, onde proliferam os malandros ou ratos da internet, vendendo seus cds de emails na rua Santa Ifigênia e em sites piratas.

É tudo malandro e oportunista querendo copiar dados dos internautas e vender listas de endereços copiados indevidamente para anunciantes de todos os tipos. É o casamento perfeito da malandragem com a ingenuidade.

Malandragem de quem promete o que não vai conseguir: mandar 2 mil mensagens a eleitores conscientes e ingenuidade de quem acredita nisso. A verdade é que o criminoso que promete essa mensagem registra sua empresa fora do país, para não ser localizada em processos judiciais, envolve o candidato em uma prática incômoda e repelida pelos internautas. O internauta eleitor acaba associando o nome do candidato desavisado com uma prática criminosa e irregular.

Já o email remoção@qualquer coisa deve ser ignorado. Se você clicar não vão remover seu nome coisa alguma. Ao contrário, o safado saberá que seu email está ativo, que você costuma abrir suas mensagens e seu nome será incluído entre “os que recebem spam” para sempre. Nunca mais terá sossego e seu computador virará a lata de lixo do mundo. Apague sempre sem abrir qualquer mensagem, seja de produto ou de candidato.

Perguntaram-me se adianta denunciar o candidato ao Tribunal Regional Eleitoral, mas, a rigor, essa mensagem ainda não é crime eleitoral. Crime será se o texto contiver promessa de brindes, camisetas, atrativos ao eleitor, o que, definitivamente, está vedado na legislação.

A melhor punição é apagar sem ler, servindo isso de alerta para o candidato: estão cobrando de você para mandar a mensagem que nunca chegará ao destino. Nem adianta entrar na falácia de que “muitos recebem” ou naquela estatística ridícula de que “nove entre dez” abrem o email.

É fria. Gente inteligente não abre spam. E os que abrem não estão nem aí para mensagem de candidato ou de quem quer que seja. São apenas curiosos cujos dedos são mais rápidos do que a mente. Tão rápido abrem quanto deletam.

O pior é que o eleitor, juntamente com a associação entre spam e a imagem do candidato, ainda passa a pensar que ele vai continuar mandando mensagens mesmo depois de eleito, o que é uma preocupação adicional, potencialmente possível e danosa como todo tipo de weblixo.

Twitter eleitoral

Legislação eleitoral vai entupir o Twitter (pra não falar de outros sites de relacionamento) de propaganda de candidatos e de partidos.

Normalmente, não mudaria muita coisa, pois você segue o twitter ou não, o que tornaria um partido com twitter apenas um incômodo temporário.

Mas a possibilidade de se criarem barrigas de aluguel, ou seja, pessoas simples, com nomes simples, insuspeitos, trazendo propaganda eleitoral, é bem concreta.

Um @zezinhodasmoças pode servir de canal para um partido divulgar suas lambanças, seus eventos e até simular apoios, enquetes e tudo o mais.

O twitter permite, ainda, que você informe links de blogs, valendo na prática a um redirecionamento para propaganda política, já que os partidos e candidatos poderão manter blogs na net.

Aí um twitter comum, com nome insuspeito, etc., aproveitando-se de sua amizade ou de sua simpatia, vai redirecioná-lo para o blog de um candidato qualquer.

É preciso criar um antídoto para esse problema, ao menos, durante a campanha eleitoral. Bloquear todos os posts que lhe pareçam barriga de aluguel, inocentes úteis.

Propaganda eleitoral, block. Ou, simplesmente, abandonar o twitter durante a campanha, o que é uma medida salutar em dois sentidos: evita ler porcarias eleitoreiras e ainda lhe dá umas férias do teclado.

Não tenho nada contra políticos e sigo alguns amigos que, coincidentemente, são políticos que respeito. Sigo, por exemplo, Paulo Duarte, em cujos posts não identifico nenhuma bobagem. Mocchi vejo de vez em quando, embora seus posts sejam sempre agenda política. Mas não sigo Valter Pereira,  Moka, Mercadante e Delcídio (os dois últimos depois da vergonhosa votação no Congresso).

Mas só a possibilidade de ver Dagoberto, Antônio Cruz, Marçal, etc., invadindo no twitter já me deixou alerta e pronto para essas férias do teclado. Vou apenas aguardar para ver se não há meio mais fácil de me livrar desse clube da mentira.

Para não pensarem que tenho alguma coisa contra política, lembro que leio todos os jornais e acredito, firmemente, que político se manifesta no Congresso, que é a sua tribuna. E o que os vejo fazendo lá não me agrada.

Nada do que eles fazem de errado lá em Brasília pode ser corrigido no twitter. Portanto, block neles.