Oficina do Diabo

Fico tentado a abandonar minhas críticas ao Poder Legislativo Municipal e suas pendengas com o Prefeito, que considero inteiramente inúteis e sem sentido.

Quando estou entrando em meu túnel do silêncio, escolhendo um bom livro para a semana e procurando ler menos jornal, sou confrontado com mais uma sandice de meus vereadores.

Aí, vão pelo chão minhas boas intenções e sou obrigado a voltar a determinados assuntos.

Agora, a mídia estampa o relatório da vereadora Grazielle Machado ao Tribunal de Contas do Estado mirando (de novo!!!) Alcides Bernal.

Em primeiro lugar, apreciaria muito que não-só a ilustre vereadora, mas todos os seus pares, incluindo o que recebeu meu voto, se dedicassem a trabalho consistente, à pesquisa, à visita a setores nevrálgicos da vida comunitária.

Poderiam visitar os postos de saúde (não às 9 ou 10 horas, mas às 5, 6 horas da matina, quando, realmente, o povo sofre com a falta de atenção, de médicos, de remédios e de bom serviço público), os hospitais, os terminais de ônibus, locais que denomino vestíbulos do inferno.

Pesquisariam, se usassem melhor o seu tempo, meios de forçar o cumprimento da lei na limpeza dos terrenos baldios, na fiscalização da lei do silêncio (algumas residências em bairros chiques se transformam em boates, indo até o raiar do dia com seu baticumbum), a falta de ligações de esgoto onde ela já está disponível.

O fato é que se afigura uma verdadeira imbecilidade tentar o impeachment de quem está no início do seu governo, que, sequer, entendeu o funcionamento da máquina, especialmente, de uma máquina administrativa que vinha sendo conduzida pelo staff Trad.

Caso isso fosse possível, teríamos de eleger um outro administrador, enquanto a cidade ficaria à mercê do presidente da Câmara Municipal, o que significaria, aí sim, o caos definitivo.

No momento, os edis estão sob ação de despejo por falta de pagamento de aluguéis e, paradoxalmente, pretendem comprar o prédio da Câmara!

Um verdadeiro contrassenso. É como, já disse há dias, se um pobre-diabo estivesse sob execução de despejo e, de repente, fizesse uma proposta de compra do imóvel ao locador!

No caso de locador comum, isso seria um milagre, pois precisaria de um acerto na mega-sena. No caso dos vereadores, é uma baba, já que eles não gastarão um centavo, indo a conta para os contribuintes, os mesmos que já trabalham cinco meses por ano só para pagar tributos.

Mamãe Zilda ensinou-me, desde os meus primeiros anos, que mente desocupada é oficina do Diabo.

Essa tentativa da vereadora Machado mostra que mamãe tinha inteira razão.

 

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Uma resposta

  1. muito bem meu querido filho ,boa lembrança ,ainda lembra, tem outra .,…..se não aguenta marimba não inventa patuá ,eu sou de pouca, cultura, mas creio que se naõ tem competença não assuma uma responçabilidade tão importante ,ser prefeito de uma capital,como campo grande, o nosso dignissimo , Bernal nem bem tomou posse ja se ve falar emcassação?como esta nossa cidade , desequilibrada ate na casa dos idosos onde eu frequento que pertence a prefeitura esta passando maus momentos ,antes quem precisa ficar ate mas tarde devido o seu horario de atividades, tinha almoço pagava sua refeição.e ficava lá , não era de graça ,agora cortaran ,,tudo almoço só para os funcionarios.então os idosos tem que levar marmitas, ou tem que ir caminhar ate o extra mercado comprar comida ,ariscando avida no tranzito , e dexa de ganhar um bom dinheiro do velhinhos .sertamente éra pouco masajuda bem.espero que melhore para nós.pois ali é nosso recanto de laser.

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