Povo educado

A Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, ganhou manchetes com sua mensagem aos jovens, incentivando-os a participar da política, mesmo ante as condenações dos crápulas do Mensalão.

A política, disse a Ministra, é a alternativa para a guerra. Bonito, mas sem nenhum efeito, diante do imenso rombo na confiança popular.

A educação, requisito essencial a um País que se respeite, foi relegada ao último degrau pelos governos petistas e, para não ficar citando os barracos de lata de Suplicy, recorro a apenas três exemplos acachapantes.

O primeiro, o mais escandaloso, foi o presidente operário dizer, com “orgulho”, ao mundo todo (a entrevista era no exterior) que nunca leu um livro!

Depois vimos o Ministério da Educação ser entregue a Mercadante e Fernando Haddad, que inaugurou a era das trapalhadas no Enem.

Para fechar a lista, constatamos que ao invés de estimular nossos jovens nas olimpíadas de Matemática e na robótica, os educadores xiitas enfurnados nas benesses do Ministério da Educação e na Cultura dedicam-se a censurar Monteiro Lobato.

Um povo educado é capaz de fazer suas análises, sejam elas econômicas ou políticas. Um povo educado sabe que um candidato que gasta milhões de reais em uma campanha não vai recuperar seu “investimento” a não ser com negociações subterrâneas.

Jovens educados sabem que a montagem da “máquina” de governo, tornando um partido hegemônico no Executivo Estadual, na Prefeitura, na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal não poderia resultar em coisa honesta.

O estrago já está feito, Ministra. Não há o que fazer para recuperar a confiança em políticos. E é a atuação dos políticos que torna muito difícil separar o que é Política da nefasta “política partidária”.

Veja o que é educação: perguntei a um guia em Tóquio, diante de uma fileira de bicicletas onde a maioria não tinha cadeado, se não havia roubo. Ele ficou pasmado. “Por que alguém iria roubar uma coisa que não lhe pertence?”. Insisti, explicando que no Brasil já não haveria uma bicicleta quando os donos voltassem. Ele continuou sem entender porque alguém roubaria o que não é seu…

Na Coréia do Sul, querendo saber se no ônibus, onde todos pagavam a viagem com moedas, voluntariamente, sem fiscalização, alguém sairia o coletivo sem pagar, recebi merecida resposta: “aqui o povo se considera dono do ônibus e não há sentido em roubar a si mesmo…”

Mais adiante, já na rodovia entre o aeroporto e Seul, eu disse que no Brasil usava-se asfalto “sonrisal”, aquele que se desmancha com a primeira chuva. Aí foi a vez do guia me perguntar: mas qual é a razão de se deixar buracos na rodovia e a saúde pública cuidar dos acidentados? “Economiza-se” (para roubar na verba superfaturada) e gasta-se com o acidente?

Perguntam-me quanto tempo ainda levaremos para sermos um país educado. Pensando nos Ministros de Educação que temos e nas notícias que lemos na mídia, ainda consigo responder com otimismo: uns dois séculos.

O fato é que não votarei no partido “majoritário”, o manda-chuva, nem no falido PT que tantas mazelas trouxe ao povo brasileiro. Vou aproveitar a oportunidade e repetir o desafio que fiz no meu livro “Cidadão de Festim”:

“Políticos de meu país, renunciem! Antes que tudo vire escombro, saiam do Congresso para que possamos escrever, também, uma nova história” (Cidadão de Festim, “A CPI e a mulher adúltera”, página 79).

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2 Respostas

  1. excelente mas ao se reportar a mulher adúltera, faço a comparação com o mensalão. não vejo diferença ente o corruptor e o corrupto.
    com respeito e admiração

  2. Entendo que o POLITICO DIGNO E HONRADO, deveria exercer seus prestimos em prol da comunidade, e, em troca sem recebimento de valores exorbitantes, passagens aereas, etc etc. E se for corrupto agir como no JAPAO…..suicidio. Tenho a nitida impressao que os HOMENS DE BENS se apresentariam para o cargo e certamente solucoes de GRANDE VALIA seria levada a efeito. TENHO DITO.

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