Google e Facebook estudam blecaute contra censura digital

Google e Facebook, dois dos gigantes da internet, estudam tirar os serviços do ar por 24 horas. O objetivo, segundo o site da Fox News, seria protestar contra uma lei apelidada “Pare com a pirataria on-line” (Sopa, na sigla em inglês), que avança no senado americano graças ao apoio de grandes estúdios de Hollywood. A proposta prevê o bloqueio de sites que infringirem direitos autorais e até a prisão dos proprietários. Os críticos consideram a lei tão rigorosa que mudaria por completo a internet como a conhecemos, devido às restrições generalizadas para compartilhamento de conteúdos.
Na prática, a Sopa responsabiliza os sites caso um usuário qualquer hospede uma mídia protegida por direitos autorais. Assim, os grandes portais seriam obrigados a criar mecanismos internos para combater a pirataria. Markham Erickson, diretor executivo da NetCoalition, uma associação que inclui empresas como Google, PayPal, Yahoo e Twitter, afirmou que as companhias estudam fazer uma espécie de blecaute, organizado em conjunto por alguns dos principais portais americanos. Durante 24 horas, ninguém conseguiria realizar buscas no Google nem atualizar o Facebook ou o Twitter e fazer compras on-line na Amazon.

Ao acessar esses portais, os internautas encontrariam mensagem contra a censura na internet e sugestões para entrarem em contato com os políticos americanos. Na avaliação do perito em crimes digitais e autor do livro Manual do Detetive Virtual, Wanderson Castilho, do ponto de vista técnico, não há como os grandes portais se esquivarem da responsabilidade pela quebra de direitos autorais. O motivo é que ninguém consegue postar um conteúdo a não ser usando o serviço de algum provedor. Assim, os responsáveis pelo site tornam-se coautores da pirataria.

“É justo que os sites sejam responsabilizados, porque no fim eles acabam lucrando com a pirataria”, argumentou Wanderson Castilho. Apesar disso, uma corrente considerável de internautas é contra a Sopa por considerar impossível controlar a internet sem destruí-la. “Pode-se encontrar um meio-termo, talvez com uma discussão maior que envolva toda a sociedade”, sugeriu Castilho.

Gustavo Henrique Braga (CORREIO BRAZILIENSE – BRASIL)

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